A dúvida atormenta a minha mente e faz com que cada poro de minha pele sofra amargamente. Eu não consigo mais viver com tanta crueldade, torno-me um ser incapacitado de respirar, de sorrir.
Eu te amo, mas eu te odeio. Já você eu odeio, mas amo. Como escolher? Eu não consigo escolher, você sabe que eu não consigo. Não vê que isso não estava nos meus planos?
As músicas continuam a tocar e todos continuam a vibrar embalados com o som. Mas foda-se, eu não me importo, não me importo porque eu não estou fluindo. A música não chega aos meus ouvidos e muito menos me faz vibrar. Sim, ela já fez com que eu me sentisse melhor, mas hoje ela não alivia a minha dor. Eu estou transbordando injúrias.
Amor ou ódio? Eu realmente não consigo escolher. Droga, porque eu não consigo?
Assisto a um filme, aquele que sempre assisto quando me vejo só nessa estrada, ouço a uma música, aquela que paralisa cada osso do meu corpo, encho meu copo até transbordar e ascendo meu cigarro. Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas me levam a perder cada milímetro do meu corpo aos poucos, um vagaroso e cruel necrosamento.
Veja, é uma corda. Será ela a solução?
Eu não te culpo, você apensas me amou. Saiba que um dia eu amei você, somente a você.
É, vai ser a corda.
O amor, o amor vai nos separar novamente.
10/12/10
domingo, 12 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O Trem que Carrega Lástimas e Angústias na Ilha do Medo
É uma sensação difícil de explicar. Eu sei que você não irá me entender, mas eu vou tentar mesmo assim. É uma situação ímpar, que eu nunca senti antes do dia de hoje. É como se um trem se aproximasse cada vez mais de mim e... Ah, deixa pra lá, vou te poupar de minhas palavras carregadas de lástimas e angústias.
Sei que meu semblante mudou, minha voz se modificou, meu humor esta muito oscilante e os meus vícios que, novamente, são meus maiores alicerces. Mas não há o que fazer, não é mesmo? Vou ter que deixar os dias passarem, as folhas caírem e aguardar a primavera chegar para admirar as minhas flores e lograr de meus frutos.
Finalmente estou enxergando com os meus olhos de ver. O que enxergo não é tão belo assim, mas confesso que já tive visões que me atormentaram muito mais durante a noite.
É, vai passar, eu sei que vai passar. Pode ser daqui dias, meses, quem sabe, mas vai passar e eu vou voltar a fluir e possibilitarei que os meus deuses e demônios me conduzam a um novo caminho. Um caminho intenso, que me queime e transborde meu copo com vida.
Agora é esperar o meu capitão chegar e me resgatar dessa ilha vazia e amedrontadora. Mas eu só lhe peço que, por misericórdia, venha o mais rápido possível, porque o trem insiste em se aproximar cada vez mais e... Ah, deixa pra lá, cansa menos.
24/11/10
Sei que meu semblante mudou, minha voz se modificou, meu humor esta muito oscilante e os meus vícios que, novamente, são meus maiores alicerces. Mas não há o que fazer, não é mesmo? Vou ter que deixar os dias passarem, as folhas caírem e aguardar a primavera chegar para admirar as minhas flores e lograr de meus frutos.
Finalmente estou enxergando com os meus olhos de ver. O que enxergo não é tão belo assim, mas confesso que já tive visões que me atormentaram muito mais durante a noite.
É, vai passar, eu sei que vai passar. Pode ser daqui dias, meses, quem sabe, mas vai passar e eu vou voltar a fluir e possibilitarei que os meus deuses e demônios me conduzam a um novo caminho. Um caminho intenso, que me queime e transborde meu copo com vida.
Agora é esperar o meu capitão chegar e me resgatar dessa ilha vazia e amedrontadora. Mas eu só lhe peço que, por misericórdia, venha o mais rápido possível, porque o trem insiste em se aproximar cada vez mais e... Ah, deixa pra lá, cansa menos.
24/11/10
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Nostalgia
A nostalgia reina sobre o meu ser.
Nostalgia dessa janela, dos cigarros fumados, dos textos que sentado nela eu escrevi, das vezes que observei através dela as estrelas no céu ou o nascer do sol.
Nostalgia de você tocando esse violão, eu cantando, todos cantando, embriagados ou não, isso pouco importa, o que vale é só você, seu violão e o instante eterno.
Nostalgia de nossas risadas, nossas “conversas de gente grande” e dos planos mais maléficos impossíveis.
Nostalgia de você que ano que vem não estará mais ao meu lado fisicamente para proporcionar-me os mais doces sorrisos e os mais enérgicos abraços.
Nostalgia de você me fazer rir a qualquer momento e sempre possuir esse coração puro e esse sorriso engraçado para proporcionar uma maior alegria ao meu ser.
Nostalgia das situações bizarras e extremas e dos convites mais inovadores e inesperados possíveis que eu ainda hei de acatar.
Nostalgia do amor que você me proporcionou, de toda a complexidade por detrás do olhar, do sorriso, das palavras. Nostalgia também da raiva, inquietude e sofrimento que você causou em mim. Afinal, eu sou um poeta ardente, não é mesmo?
Nostalgia das minhas felicidades, dos meus dramas, das minhas tempestades, meus idealismos, minhas “certezas”, minhas “incertezas”, minhas bebedeiras, meus cigarros fumados, meus pés se balançando na janela, meus sorrisos, meus abusos, meus abraços... Ah que nostalgia!
O relógio nunca para. Por mais que você tampe os seus ouvidos o “tic-tac” nunca há de cessar. Nunca.
É Capitão, sei que isso é só o começo e que somos tão jovens, mas a nostalgia já fica aqui, em meu peito.
02/12/10
Nostalgia dessa janela, dos cigarros fumados, dos textos que sentado nela eu escrevi, das vezes que observei através dela as estrelas no céu ou o nascer do sol.
Nostalgia de você tocando esse violão, eu cantando, todos cantando, embriagados ou não, isso pouco importa, o que vale é só você, seu violão e o instante eterno.
Nostalgia de nossas risadas, nossas “conversas de gente grande” e dos planos mais maléficos impossíveis.
Nostalgia de você que ano que vem não estará mais ao meu lado fisicamente para proporcionar-me os mais doces sorrisos e os mais enérgicos abraços.
Nostalgia de você me fazer rir a qualquer momento e sempre possuir esse coração puro e esse sorriso engraçado para proporcionar uma maior alegria ao meu ser.
Nostalgia das situações bizarras e extremas e dos convites mais inovadores e inesperados possíveis que eu ainda hei de acatar.
Nostalgia do amor que você me proporcionou, de toda a complexidade por detrás do olhar, do sorriso, das palavras. Nostalgia também da raiva, inquietude e sofrimento que você causou em mim. Afinal, eu sou um poeta ardente, não é mesmo?
Nostalgia das minhas felicidades, dos meus dramas, das minhas tempestades, meus idealismos, minhas “certezas”, minhas “incertezas”, minhas bebedeiras, meus cigarros fumados, meus pés se balançando na janela, meus sorrisos, meus abusos, meus abraços... Ah que nostalgia!
O relógio nunca para. Por mais que você tampe os seus ouvidos o “tic-tac” nunca há de cessar. Nunca.
É Capitão, sei que isso é só o começo e que somos tão jovens, mas a nostalgia já fica aqui, em meu peito.
02/12/10
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Sina
Essa sina me persegue, a sina de cair, de ficar no chão, de tentar fazer tudo correr bem e só ganhar merda em troca.
Eu estou realmente cansado disso tudo. Procuro manter minha cabeça no lugar, atrair energias positivas, pessoas positivas. E o que eu ganho com isso? Eu só ganho quedas e mais quedas, recheadas de falsas expectativas, falsos idealismos e decepções das mais verdadeiras possíveis.
O que eu posso fazer se eu só sei viver assim? Eu sempre digo “a estrada que eu escolhi”, mas eu estou mentindo ao alegar isso. Eu não escolhi essa estrada. Alguém acha que eu seria retardado ao ponto de escolher o caminho com mais dor? Essa estrada que me escolheu. Eu tenho é que me manter forte e de pé, por mais que eu receba rasteiras e socos no meu estômago.
Às vezes eu acredito que meu maior medo vai se concretizar. Porra, eu preciso de alguém que diga que isso não vai acontecer comigo, que diga que no final tudo vai ficar bem, que eu vou achar a minha luz e seguir ela até o fim, que o meu navio vai aportar no mais feliz dos cais e lá eu hei de ser feliz.
Felicidade, eu busco tanto isso... Mas você sabe, eu não sei ser feliz sozinho.
Pois é, mais uma fotografia em meu álbum. Mais uma pra minha coleção.
15/11/10
Eu estou realmente cansado disso tudo. Procuro manter minha cabeça no lugar, atrair energias positivas, pessoas positivas. E o que eu ganho com isso? Eu só ganho quedas e mais quedas, recheadas de falsas expectativas, falsos idealismos e decepções das mais verdadeiras possíveis.
O que eu posso fazer se eu só sei viver assim? Eu sempre digo “a estrada que eu escolhi”, mas eu estou mentindo ao alegar isso. Eu não escolhi essa estrada. Alguém acha que eu seria retardado ao ponto de escolher o caminho com mais dor? Essa estrada que me escolheu. Eu tenho é que me manter forte e de pé, por mais que eu receba rasteiras e socos no meu estômago.
Às vezes eu acredito que meu maior medo vai se concretizar. Porra, eu preciso de alguém que diga que isso não vai acontecer comigo, que diga que no final tudo vai ficar bem, que eu vou achar a minha luz e seguir ela até o fim, que o meu navio vai aportar no mais feliz dos cais e lá eu hei de ser feliz.
Felicidade, eu busco tanto isso... Mas você sabe, eu não sei ser feliz sozinho.
Pois é, mais uma fotografia em meu álbum. Mais uma pra minha coleção.
15/11/10
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Mais um Tombo
Odeio estar de mãos atadas, de simplesmente não poder fazer nada. Sinto-me extremamente fragilizado, completamente impotente.
Certas coisas da vida nos obrigam a ficar sentados e pronto. Não há receitas, fórmulas ou truques. Não mais adianta consultar tarô, horóscopo, a mãe Diná ou coisa que o valha. Eu simplesmente não tenho o que fazer.
Mais um tombo que eu levo e sou obrigado a ficar jogado no chão até alguém aparecer para estender a mão e me reerguer.
E agora é assim, vou ter que ficar só e tirar forças de sabe-se lá onde pra continuar com um falso sorriso esboçado em minha face.
Por hora o jeito é esperar...
15/11/10
Certas coisas da vida nos obrigam a ficar sentados e pronto. Não há receitas, fórmulas ou truques. Não mais adianta consultar tarô, horóscopo, a mãe Diná ou coisa que o valha. Eu simplesmente não tenho o que fazer.
Mais um tombo que eu levo e sou obrigado a ficar jogado no chão até alguém aparecer para estender a mão e me reerguer.
E agora é assim, vou ter que ficar só e tirar forças de sabe-se lá onde pra continuar com um falso sorriso esboçado em minha face.
Por hora o jeito é esperar...
15/11/10
domingo, 14 de novembro de 2010
Preciso de Alguém
Preciso de alguém ao meu lado pras noites não se tornarem tão sombrias ao ponto de meus olhos nada mais enxergarem além da escuridão tenebrosa.
Preciso de alguém pra me motivar a seguir em frente e não perder o foco.
Preciso de alguém pra dançar, cantar, sorrir, beber, rir e cantarolar comigo.
Preciso de alguém que queira sempre me abraçar e me proporcionar à melhor sensação do mundo.
Preciso de alguém que aguce todos os meus sentidos ao ponto de me fazer alucinar.
Preciso de alguém misterioso que eu tente de todas as formas desvendar.
Preciso de alguém que me surpreenda dia após dia, segundo após segundo.
Preciso de alguém pra me desviar das luzes dos carros que persistem em me acossar.
Preciso de alguém que me faça acreditar que amanhã tudo vai ficar bem.
Preciso de alguém que me dê o mais verdadeiro dos sorrisos.
Preciso de alguém que complete o meu copo, que transborde todo o meu copo.
Preciso de alguém que me faça transcender todas as linhas da sanidade.
Preciso de alguém que me faça voar até tocar a mais longínqua estrela desse céu.
Preciso de alguém que me puxe cada vez que eu olhe os trilhos do trem e tenha vontade de me jogar.
Preciso de alguém que me faça cair e levantar, que me queime e depois cure todas as minhas feridas, que me afogue e depois me traga a vida, que apague a luz e me possibilite encontrar a saída apenas pelo som da sua voz.
Preciso de alguém que não precise de mim.
14/11/10
Preciso de alguém pra me motivar a seguir em frente e não perder o foco.
Preciso de alguém pra dançar, cantar, sorrir, beber, rir e cantarolar comigo.
Preciso de alguém que queira sempre me abraçar e me proporcionar à melhor sensação do mundo.
Preciso de alguém que aguce todos os meus sentidos ao ponto de me fazer alucinar.
Preciso de alguém misterioso que eu tente de todas as formas desvendar.
Preciso de alguém que me surpreenda dia após dia, segundo após segundo.
Preciso de alguém pra me desviar das luzes dos carros que persistem em me acossar.
Preciso de alguém que me faça acreditar que amanhã tudo vai ficar bem.
Preciso de alguém que me dê o mais verdadeiro dos sorrisos.
Preciso de alguém que complete o meu copo, que transborde todo o meu copo.
Preciso de alguém que me faça transcender todas as linhas da sanidade.
Preciso de alguém que me faça voar até tocar a mais longínqua estrela desse céu.
Preciso de alguém que me puxe cada vez que eu olhe os trilhos do trem e tenha vontade de me jogar.
Preciso de alguém que me faça cair e levantar, que me queime e depois cure todas as minhas feridas, que me afogue e depois me traga a vida, que apague a luz e me possibilite encontrar a saída apenas pelo som da sua voz.
Preciso de alguém que não precise de mim.
14/11/10
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Estreitamento dos Círculos II
Não me sinto mais em casa, me desculpem, mas aqui já não é mais o meu lar.
Por muito tempo tentei ser pra vocês o que eu não sou, dissimular a minha metamorfose, mas de nada adianta, eu sofri meu caos interior e aqui já não pertenço mais. É como se eu me emancipasse do meu casulo enquanto vocês ainda se mantêm presos a ele. Careço ser livre, eu preciso voar - vocês sabem que eu sempre quis voar -, então lhes peço para que me compreendam e me deixem dar o meu primeiro vôo.
Não estou inspirando-me em sentimentos vis ou coisa que o valha. Eu só não me permito perder a minha essência e deixar de seguir a estrada que eu escolhi. Sempre vivi aos extremos e não possuo mais sede de vida onde estou. Então eu preciso ir, essa monotonia não foi feita pra mim.
Espero que futuramente ainda nos encontremos, num momento no qual vocês ambicionem mais e que, essencialmente, possuam alguma cobiça genuína pela vida.
05/11/10
Por muito tempo tentei ser pra vocês o que eu não sou, dissimular a minha metamorfose, mas de nada adianta, eu sofri meu caos interior e aqui já não pertenço mais. É como se eu me emancipasse do meu casulo enquanto vocês ainda se mantêm presos a ele. Careço ser livre, eu preciso voar - vocês sabem que eu sempre quis voar -, então lhes peço para que me compreendam e me deixem dar o meu primeiro vôo.
Não estou inspirando-me em sentimentos vis ou coisa que o valha. Eu só não me permito perder a minha essência e deixar de seguir a estrada que eu escolhi. Sempre vivi aos extremos e não possuo mais sede de vida onde estou. Então eu preciso ir, essa monotonia não foi feita pra mim.
Espero que futuramente ainda nos encontremos, num momento no qual vocês ambicionem mais e que, essencialmente, possuam alguma cobiça genuína pela vida.
05/11/10
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